Ação Poética Linha da Vida de Ricardo Ayres

Linha da vida – Indícios na palma da mão

Domingo às 14h30, na Rua Luzitana, 1208

ImageLinha da vida é um projeto cuja ação principal é a medição desses traços presentes na palma da mão e que, segundo crenças antigas associadas ao misticismo, poderiam nos esclarecer sobre nossa personalidade, nossa vida e nosso futuro. A realização desta prática abre espaço para a interação entre o proponente e o público, suscitando diversos debates e considerações sobre a relação entre o ser humano e a sua existência, mediadas por métodos de previsão, memórias e outros elementos que ecoam na representatividade destes signos que carregamos conosco durante toda a vida.

A origem deste trabalho partiu de uma experiência de minha infância. Um dia, uma tia ensinou a mim e aos meus primos sobre os significados das linhas que temos nas mãos. A partir daí, todos seguiram observando as mãos dos outros, tecendo considerações sobre a forma das linhas, sua espessura e comprimento. Porém, dentre todas essas considerações, a que trago mais clara na memória é a de que a minha linha da vida era a menor, ou seja, concluímos que eu teria a vida mais curta.

Partindo dessa experiência, e munido de um velho livro de quiromancia que existia em minha casa, arquitetei uma forma de promover a interação e o debate sobre o assunto com outras pessoas. Não me proponho, de forma alguma, a ler a mão das pessoas a fim de ver seu futuro. Mas, a partir do contato com os textos deste livro, tomei conhecimento de algumas considerações interessantes. Segundo o texto, uma das nossas mãos representava a vida que nos era destinada, a que nascíamos, e a outra correspondia à vida que construíamos com nossos hábitos. Mesmo que a ligação direta do comprimento da linha com a duração da vida seja colocada em questão pela quiromancia moderna, como este elemento é o que trago da minha primeira experiência com tais práticas, o escolhi como o centro de minha ação. A partir daí, pensei em medir as linhas da vida de ambas as mãos de algumas pessoas e verificar se eram do mesmo tamanho: paralelamente, poderia perceber se possuíam o mesmo desenho, a mesma espessura e outros elementos em comum.

A coleta das linhas se faz através da medição por um cordão vermelho. Ao fim da medição e da comparação entre as linhas, solicito que elas fiquem comigo, de forma que as armazeno em um recipiente transparente. Da mesma forma que recolho essas linhas da vida, recolho as histórias que as pessoas trazem consigo, assim como as suas reações e ações diante deste processo.

Ricardo Ayres

Artista Visual – Mestrando em Artes Visuais (UFRGS) e Bacharel em Artes Visuais (FURG)

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